Brasil busca cooperação dos EUA em investigação sobre lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (27/11/2025) que vai pedir formalmente cooperação aos Estados Unidos para investigar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas sediadas em Delaware (EUA), usado por supostos grandes devedores de impostos no setor de combustíveis.

🔎 O que se sabe até agora

  • A investigação identificou que empresas offshore sediadas nos EUA teriam sido usadas para ocultar lucros e sonegar impostos. Segundo as autoridades, o esquema montado movimentou cerca de 72 bilhões de reais em um ano.
  • As dívidas tributárias ultrapassam 26 bilhões de reais, tornando o caso um dos maiores já detectados no país.
  • A operação envolveu buscas e apreensões em cinco estados brasileiros, e tem ligação com o que já é apontado como o maior devedor fiscal do Brasil.

🎯 Objetivos e possíveis consequências

As autoridades afirmam que pretendem apresentar ao governo americano evidências de lavagem de dinheiro e tráfico de armas — o que, segundo eles, estaria associado ao esquema. A cooperação internacional é vista como essencial para rastrear fluxos ilícitos.
Se confirmadas as irregularidades, o caso pode ter implicações sérias para as empresas envolvidas, com multas, bloqueios e responsabilidade criminal. Pode também acender alertas sobre a estrutura do setor de combustíveis no Brasil e aumentar o escrutínio regulatório.

📰 Por que é notícia relevante

O episódio evidencia como redes complexas de offshores e empresas estrangeiras podem ser usadas para ocultar crimes financeiros, sonegação e tráfico — reforçando a importância da cooperação internacional na luta contra fraudes e crimes transnacionais. Para o público, traz à tona debates sobre transparência, regulação e combate à corrupção.


⚠️ Justiça move ação para remoção de navio afundado que representa risco ambiental na Amazônia

Promotores federais do estado do Pará entraram com uma ação judicial pedindo a remoção imediata do casco e dos resíduos oleosos do navio Haidar, que afundou em 2015 próximo ao porto de Vila do Conde — porto de maior embarque de gado vivo do país — por representar risco de poluição catastrófica.

📉 Histórico do acidente

  • O naufrágio do Haidar causou a morte de cerca de 5.000 cabeças de gado. Na época, houve derramamento imediato de cerca de 700 mil litros de resíduos oleosos.
  • Em 2018, o próprio casco já havia provocado novo vazamento — o que reforça a preocupação dos promotores quanto à contaminação contínua da água.

🛡️ A ação judicial e os pedidos

Os promotores solicitam, de forma emergencial, que o casco do navio seja removido e que um plano de contenção seja apresentado em até 30 dias, para evitar novos vazamentos.
Eles também pedem indenização mínima de 5 milhões de reais pelos danos ambientais, além de 91,4 mil reais relativos ao vazamento de 2018.
Caso a ação seja aceita, o processo poderá levar à responsabilização de autoridades portuárias, órgãos ambientais e empresas donas do navio.

🌱 Impacto ambiental e social

O navio afundado permanece como uma ameaça: estima-se que ainda existam até 215 mil litros de óleo, diesel e combustíveis a bordo — o que coloca em risco a biodiversidade, a vida aquática e a segurança hídrica da região.
Além disso, os restos da carga — incluindo carcaças dos animais — continuam dentro do casco, representando risco de contaminação adicional.

Deixe um comentário